História da Radiofarmácia

HISTÓRIA DA RADIOFARMÁCIA


  Os radiofármacos começaram a ser utilizados em 1905, após a descoberta em 8 de novembro de 1895 do Raio-X. A evolução da medicina nuclear e consequentemente da radiofarmácia, foi marcada por grandes descobertas e grandes fracassos.
Em 1927, ocorreu o primeiro uso de radionuclídeos em humanos medindo a circulação humana após injeção de uma solução salina exposta ao Radônio. Mais tarde, em 1938, estudos a função da tireoide com o uso de iodo-121 marcaram o início do uso sistemático dos radionuclídeos na clínica médica.

A radiofarmácia pode ser dividida em duas fases:

  • Fase I ou Fase Pré-Tecnécio

Em 1945 foi anunciada a produção de radionuclídeos no setor privado, sendo que os radionuclídeos ainda eram disponibilizados sem nenhuma garantia de esterilidade e apirogenicidade.
Até que a Abbot Laboratories decidiu comprar a produção de radionuclídeos e transformá-los em radiofármacos (radionuclídeos devidamente preparado) para uso médico, tornando-se a primeira produtora de radiofármacos no mundo.
O primeiro radiofármaco comercialmente disponível foi o Iodo-131 e sua comercialização só começou em 1950.

  • Fase II ou Fase Pós-Tecnécio

Teve início com a descoberta do tecnécio (Tc-99m).
Não se mostrava inicialmente um bom radiofármaco por possuir meia vida de apenas 6 horas, porém possuía uma energia gama ideal para formação de imagens (140 keV). Então com o desenvolvimento do gerador (Mo-99/Tc-99m) em 1957 passou a ser o mais utilizado na radiofarmácia.

O desenvolvimento de uma nova ciência pode ser dividido em três fases:
  1. ·         A descoberta;
  2. ·         Os problemas relacionados à descoberta e;
  3. ·         O alcance da maturidade no novo campo descoberto.

Atualmente, os radiofármacos encontram-se na terceira fase. 

Referências:
SANTOS-OLIVEIRA, Ralph; CARNEIRO-LEAO, Ana Maria dos Anjos. História da radiofarmácia e as implicações da Emenda Constitucional N. 49. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo ,  v. 44, n. 3, p. 377-382,  Sept.  2008 .